quinta-feira, 30 de junho de 2011

Era uma bailarina...

    Estava cansada de sua vida, o mundo parecia querer lhe esmagar, era uma mulher no corpo de uma menina. Ela queria fugir de tudo, de todos, então ela foi para um velho teatro abandonado com seu aparelho de som, subiu no palco, ligou o som e começou a dançar .
   Seus passos eram leves, seus gestos expressivos. Com seus olhos fechados ela imaginava estar em uma floresta, era de dia, o sol expunha seus raios por entre as arvores, e ela dançava, se sentia livre e feliz. De repente a floresta ficou escura, ficou sombria, ela ainda dançava, mas estava com medo, seus gestos eram mais pesados e amedrontados, ela dançava correndo, como se algo a perseguisse. Seus olhos já estavam encharcados de lagrimas, e seu rosto molhado e soado.
   “Cadê a luz, cadê? “ , “socorro, me salva”, gritava ela, enquanto corria e dançava, mas chegou uma hora em que o cansaço bateu, ela então se sentou com as pernas encolhidas e fechou os olhos, quando abriu- os novamente ela estava no teatro de novo.
    Ela avistou um vulto em meio a escuridão. “ Quem está ai ?”, perguntou ela. “Sou eu, eu estou aqui.” Ela não reconhecia a voz,  quando ela o viu se aproximando, era um garoto. Mais ou menos da sua idade, e ele era lindo, seu semblante demonstrava confiança e doçura .
Ele se aproximou, levantou ela pelas mãos e disse “ Sou eu, eu estou aqui, e irei te proteger”.  Abraçou-a, seus medos sumiram , e então.. eu acordei.
... Foi um sonho.

Future..

      Quando somos pequenos todos nos perguntam o que queremos ser quando crescermos. Minha resposta costumava ser “medica de mortos”, isso até os seis anos, quando descobri que “medica de mortos” era legista, mas mesmo assim continuei com essa idéia até os quatorze anos.
       Depois, quando entramos na adolescência a pergunta muda. Eles perguntam que faculdade iremos cursar, mas ai minha opinião mudou, resolvi fazer direito. Ser desembargadora, ganhar vinte e seis mil reais, parecia uma excelente escolha.
       Mas agora, no meio da minha adolescência percebo que na verdade, eu não sei o que eu realmente quero, que faculdade quero curar... O pior é que ao invés de ajudarem, a sociedade só impõe, só espera que sempre tenhamos a nossa idéia formada, mas isso é crescer, mais do que apenas mudar de altura, crescer é amadurecer suas escolhas e decidir seu futuro.
       Sinceramente, acho que nenhum adolescente tem certeza do que quer, porque essa é a época em que aprendemos a olhar o mundo com ouros olhos, deixando a infância de lado e aprendendo a ser adulto, e para falar a verdade, não estou assim taaao animada com isso.

Bulling

      É horrível suportar ofensas e brincadeiras sem limite, coisas que você finge não ligar ou se importar, mas que por dentro vai te destruindo cada vez mais, ainda mais se você já tiver uma auto-estima baixa.
      Pois e, esse é um problema serio na nossa sociedade, por mais que isso seja tratado com desdém, muitos jovens tem se drogado, martirizado, escondido  e pior ainda, se matado por causa desse buyling  social e sinceramente, eu não estou muito longe disso, eu já tive principio de anorexia porque um menino me chamava de gorda, você que esta lendo pode até achar bobeira, mas foi algo que não ocorreu porque eu quis, foi algo que ficou no meu subconsciente, só percebi quando eu já estava no hospital tomando soro. Falavam mal do meu cabelo, hoje ele esta liso, falavam mal do meu jeito nerd, hoje eu sou só mais uma, e falavam mal do meu corpo, hoje ninguém o vê descoberto.
      Eu que sempre digo que não ligo para nada, eu que sempre tento agir superiormente, eu sou afetada por isso, uma menina com personalidade forte e centrada como a minha é afetada, imagina pessoas com uma personalidade em formação ou dependente da opinião alheia? O que pode ocorrer com essa pessoa? Se jogar de um prédio? Ou talvez ir em uma escola e matar 48 crianças ?
      A questão toda é que a sociedade gosta tanto de humorizar o individuo que esquece que ele sente, que ele pode não ser tão forte para agüentar isso, e o que podemos fazer? Colocar comerciais ou criar uma lei contra isso? Isso não adianta,quando a pessoa se da conta de que esta sofrendo bulling já é tarde demais. O que devemos é nos conscientizar sobre isso, nos colocar no lugar dessas pessoas, recriar o respeito da humanidade que hoje inexistente comanda a nossa sociedade.

domingo, 22 de maio de 2011

O homem que não tem a música dentro de si e que não se emociona com um concerto de doces acordes é capaz de traições, de conjuras e de rapinas.
                                                                                  •William Shakespeare


sábado, 21 de maio de 2011

Inspirador de suspiros

    Sorrisos involuntários, risadas sem sentido, olhares brilhantes, pensamentos distantes, constantes distrações. Na boca um sorriso, no nariz somente um cheiro, no ouvido uma musica, nos olhos, uma esperança de um futuro ao lado do causador do sorriso, dono do cheiro e inspirador dessa musica.
Terei eu o desprazer de um dia sofrer com a falta dessas sensações? Com a dor das lembranças boas e irreversíveis? Com o vazio proporcionado pela escuridão que é sem o brilho de seu olhar. Diga-me a formula para que isso dure por toda a eternidade. Para que já não me importe com o tempo, mas com cada instante ao seu lado.
    Algumas pessoas dizem para eu ir com calma, outras para eu ir fundo, alguns não querem que eu me desiluda, ou sofra, mas tem gente que realmente acredita nessa relação, e diz que eu finalmente achei alguém para fazer com que eu me contradiga. E agora eu quero que isso dure enquanto o sopro da vida não me abandonar.
    Dramática? Não, verdadeira. Não vou me fazer de indiferente, pois eu não me sinto indiferente a isso, ao contrario, cada suspiro que eu do é por isso e é um suspiro que estremece meu ser, tanto corpo, quanto alma.
    “E meu coração já não me pertence mais”, disse William Shakespeare. Uma frase que eu por tantas vezes discriminei, julguei ser errada, mas que de repente comecei a entender e a sentir o verdadeiro significado dessa frase. 

And never say goodbye ♫

     Na nossa vida sempre temos que lidar com a palavra adeus, algumas pessoas, ao saírem não causam efeito algum, mas em outros casos dói como um punhal atravessando nossa carne. Por que esse efeito? Por que temos que lidar com a perda? Seja de um amigo que se muda para longe, de uma professora que sai da sua escola, ou até coisas piores, como a morte de alguém muito precioso em nossas vidas.
     Nesse assunto eu costumo usar muito aquela frase, “só damos valor quando perdemos”, porque nesse contexto está completamente certo, pois no caso da minha tia Irene por exemplo, como eu convivia diariamente com ela, era algo natural estar com ela, eu não valorizava o suficiente sua presença, mas agora, que mesmo querendo ou não, eu não posso tê-la ao meu lado novamente, por isso valorizo cada palavra que ela já me disso e uso como uma lição de vida para que eu continue sendo guiada por ela.
     Queria que cada adeus pudesse soar como um “ola”, amenizando nossa dor e consolando nosso coração. Que pudéssemos entender que todo mudança tem seu lado positivo e agradável, e não citar essas palavras de “foi melhor assim”, hipocritamente, sem senti-las, como eu agora no fim do texto acabo de fazer.


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Pena.

    Costumo me sentir mal com a dor das pessoas, mesmo que não seja alguém próximo . Pois é, é um defeito muito grande, sentir pena alheia. Mesmo assim, eu me acho um pouco egoísta, porque em alguns casos escolho minha felicidade ao invés da felicidade do próximo, é ruim saber que existem três pessoas que sofrem com a minha felicidade, que me vêem como algo que não consegue ser recíproco da minha parte.
      Como será a dor de querer  uma pessoa ao seu lado e vê-la ao lado de outra e não poder fazer nada, ou poder e não conseguir por covardia. Dever ser árduo, saber que a pessoa dos seus sonhos é a mesma do seu pesadelo real. Mas eu acho que com o tempo você supera, você deve perceber que não da mais, ou que é uma luta suicida. O pior é quando mesmo depois de anos a pessoa ainda acha que tem chance,ela vê a felicidade da pessoa amada com outro, e mesmo assim persiste em tentar.
          Quer saber algo que me parte o coração ? A pessoa te olhar, mostrar um sorriso meio sem graça e depois olhar para baixo. Existe algum gesto que de mais dó do que esse? Cada vez que isso me ocorre eu me sinto dominada pela culpa, mas o que eu poderia fazer? Abrir Mao de uma das minhas maiores felicidades para aliviar o peso na consciência? Não eu não farei isso, seria muita leviandade da minha parte, visto que eu não quero abrir mao do que eu tenho por nada, nem ninguém. Agora que experimentei o sabor de um olhar sincero, e um abraço aconchegante, não vou voltar para sorrisos falsos e vazio interno.